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O processo de
trabalho ensinado nas aulas parte do AutoCAD como base de construção
rigorosa do modelo tridimensional, passa pelo Rhino 8 como software
intermédio de organização e atribuição de materiais, e termina no
Twinmotion, onde o modelo é transformado em imagens renderizadas com
luz, textura e ambiente realista.
Nas primeiras aulas, o
AutoCAD é utilizado para introduzir a visualização e modelação 3D,
partindo muitas vezes de desenho 2D que é transformado em volumes.
Trabalha-se a noção de UCS (planos de trabalho), essencial para
desenhar corretamente em diferentes orientações espaciais, bem como a
precisão geométrica através de osnaps, ortho e filtros de coordenadas.
Ferramentas como PLINE, CIRCLE, BOUNDARY e REGION permitem criar
perfis, que depois são convertidos em sólidos através do comando
EXTRUDE, inicialmente de forma simples e mais tarde com opções
avançadas como direção, path ou bevel. Introduzem-se também operações
booleanas (union, subtract e intersect), edição de sólidos (fillet de
arestas) e criação de volumes mais complexos com revolve e loft.
Paralelamente, aprende-se a visualizar o modelo com comandos como
VPOINT, 3DORBIT, DVIEW e VIEW, incluindo a criação de câmaras para
gerar vistas, alçados e cortes 2D a partir do 3D, usando métodos como
DVIEW ou Flatshot/WMFout.
Após a consolidação do
modelo tridimensional no AutoCAD, surge a necessidade de preparar
corretamente o ficheiro para renderização, o que leva à introdução do
Rhino 8. Aqui, o AutoCAD deixa de ser usado para render e passa a
funcionar apenas como fonte geométrica. O modelo é aberto no Rhino
contendo apenas sólidos e regiões, sem linhas, blocos, espessuras ou
linetypes, garantindo uma leitura limpa. Um dos conceitos mais
importantes desta fase é a organização por layers, sendo ensinado que
cada layer deve corresponder idealmente a um único material. No Rhino,
os materiais são atribuídos aos layers ou aos objetos, não com o
objetivo de obter realismo final, mas para assegurar consistência e
independência dos objetos quando o modelo for transferido para o
Twinmotion. Trabalha-se também a visualização nos viewports, a
perspetiva da câmara (lente em mm) e a iluminação base com sol e céu,
permitindo uma primeira leitura espacial do modelo.
A ligação entre Rhino e
Twinmotion é feita através do Datasmith em Direct Link, com ambos os
programas abertos simultaneamente. Este método permite transferir o
modelo mantendo a hierarquia, os layers e os materiais base, e
possibilita atualizações rápidas caso o modelo no Rhino seja alterado.
Esta etapa é fundamental, pois garante que o modelo chega ao Twinmotion
corretamente estruturado, evitando problemas como materiais aplicados a
objetos errados ou elementos agrupados indevidamente.
No Twinmotion, o foco
passa completamente para a visualização arquitetónica e comunicação do
projeto. Aprende-se a navegar no espaço 3D, a controlar a câmara, a
velocidade, o tipo de vista (ortográfica ou perspetiva) e a hora do
dia. Os layers importados podem ser isolados, ocultados ou
transformados, e os objetos podem ser tornados independentes através de
opções como collapse hierarchy e unlink. A aplicação de materiais deixa
de ser apenas indicativa e passa a ser realista, recorrendo à
biblioteca do Twinmotion e a recursos como Quixel Megascans, com
controlo de texturas, escala, rugosidade, reflexão e outros parâmetros.
A luz natural, os céus HDRI, o clima e os efeitos visuais contribuem
para criar uma atmosfera coerente com a intenção do projeto.
Finalmente, toda esta
informação converge na produção de media, onde se criam imagens
renderizadas, panoramas ou vídeos. Definem-se enquadramentos de câmara,
resolução, efeitos e qualidade, e procede-se à exportação final. O
resultado é um conjunto de renders que comunicam espacialidade,
materialidade e ambiente, algo que não é possível obter apenas no
AutoCAD.
Em síntese, a matéria ensina um fluxo de trabalho completo e coerente:
o AutoCAD é usado
para pensar e construir o espaço com rigor, o Rhino para organizar e
preparar o modelo, e o Twinmotion para representar visualmente a
arquitetura, transformando volumes abstratos em imagens compreensíveis
e expressivas.
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