| Resumo |
As aulas introdutórias sobre
Inteligência Artificial abordam o estudo e a experimentação de
diferentes plataformas de IA aplicadas à criação e análise de imagens,
com especial enfoque na compreensão dos seus contextos, objetivos e
modos de funcionamento.
Na primeira aula, é proposta a exploração de três inteligências artificiais distintas — ChatGPT, Copilot e Gemini — com o intuito de compreender as suas diferenças operacionais e criativas. O exercício consiste em pesquisar e criar imagens em cada uma destas IAs, observando como cada uma interpreta e executa os prompts fornecidos. Para orientar esse processo, são considerados três elementos fundamentais: o objetivo, o contexto e a ação. O objetivo define a intenção principal da criação; o contexto estabelece o enquadramento conceptual e visual; e a ação descreve o que ocorre na cena, incluindo aspetos como o movimento, a iluminação ou a interação dos elementos representados. A partir do upload de uma mesma imagem em cada IA, propõe-se uma comparação crítica entre as diferentes interpretações produzidas. O propósito é identificar as principais distinções, vantagens e limitações de cada tecnologia, avaliando a forma como estas geram respostas visuais e textuais. Paralelamente, analisa-se também o papel que a IA pode assumir no interior do próprio software, nomeadamente no modo como condiciona a estrutura, organiza capítulos, acrescenta profundidade e detalhe, e fornece referências ou ligações externas. Outro ponto central da primeira aula é o estudo do motor NightCafe, uma plataforma de criação de imagens baseada em IA. Neste contexto, é desenvolvido um trabalho de elaboração de prompts que contemplem parâmetros específicos como o contexto geral, o fundo (background), o objeto principal, a câmara, a iluminação, o estilo, o estado de espírito (mood), as condições atmosféricas e o tipo de renderização. Através destes elementos, o utilizador aprende a controlar a estética e a coerência visual das imagens geradas, ajustando e refinando os prompts mediante um processo de “follow-up”, isto é, de revisão e aperfeiçoamento contínuo. Na segunda aula, o foco recai sobre a geração avançada de imagens e vídeos através de motores como o DALL·E (referido como “Day-E”) e novamente o NightCafe. São exploradas as suas diferentes funções e a forma como os parâmetros técnicos influenciam o resultado final. Entre os principais elementos de controlo encontram-se o texto do prompt, o peso do prompt, as imagens de referência, o peso do ruído, bem como os modelos e as predefinições (presets) disponíveis. O NightCafe oferece diversos modos de criação, entre os quais se destacam: a conversão de texto em imagem (text to image), a geração de vídeos com base nos mesmos princípios, a edição de imagens através de prompts (prompt to edit), a fusão de múltiplas imagens (multi image fusion), a utilização de mapas de profundidade (depth to image), o prompting a partir de imagens (image prompting) e a transformação de esboços em imagens completas (sketch to image). Cada modo possui parâmetros específicos que afetam a estrutura, o nível de detalhe, o tempo de execução, o grau de refinamento e a escolha de modelos artísticos adequados ao resultado pretendido. Em síntese, estas duas aulas fornecem uma introdução sólida ao potencial criativo e técnico das inteligências artificiais aplicadas à imagem. A primeira aula centra-se na compreensão conceptual das diferentes IAs e na elaboração criteriosa de prompts, enquanto a segunda aprofunda a vertente prática e experimental, com ênfase nos controlos técnicos e na diversidade de métodos oferecidos pelos motores de geração visual. Este conjunto de exercícios permite desenvolver uma abordagem crítica e informada sobre o papel da inteligência artificial na criação artística contemporânea. |